Tantas vezes ficamos alheios a certas coisas que vemos todos os dias. A violência constante nos anestesiou de tal forma que ficamos indiferentes a isso. Até que ela chega a nós, assim de repente, como uma bomba que explodi na sua mão, queimando a pele, fazendo doer de tal maneira que nos leva a pensar que nunca mais vai passar...
Talvez mais dolorida que uma agressão física, seja a agressão psicológica, aquela que mexe com os sentimentos da gente, com as emoções. Não há remédio que cure, somente o tempo...
A indiferença dói mais que uma tapa no rosto, nos cansa mais que uma maratona e meia e corrói por dentro, me deixa angustiada, e parece que algo por dentro definha, murcha, resseca perdendo todo o fluído que fazia pulsar vida, até que se quebra...
Mágoa é uma coisa que não trago comigo, mas sei que alguns nutrem isso contra mim. E mesmo não alimentando tal sentimento, ele parece me perseguir, mesmo sempre tentando mantê-lo afastado. Cada coisa em seu lugar. Se as palavras precisam ser ditas, eu as direi, assim como ouvirei. Só não consigo viver com ciclos abertos deixados para trás.
Tudo deve se resolver, cada coisa ao seu tempo... E o que se pode fazer até lá? Como evitar machucar, como evitar ser queimada, como não cansar de tudo isso?
A única certeza é que as cicatrizes dessa violência vão ficar aqui pra sempre...
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